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"Dia Aberto ao Conhecimento" para o setor do Comércio do Algarve.

Numa iniciativa liderada pelo IAPMEI em parceria com o CECOA, a CCP e a ACRAL.

 

Numa iniciativa liderada pelo IAPMEI em parceria com o CECOA, a CCP, a ACRAL levou-se à cidade de Faro, no passado dia 25 de outubro, informação e conhecimento relevante para o desenvolvimento da atividade das PME do setor do Comércio da região, promovendo o desenvolvimento das suas competências, nomeadamente no âmbito da internacionalização e digitalização do setor.

 

 

Perguntámos ao IAPMEI, impulsionador desta iniciativa, a razão que os levou a eleger o setor do Comércio e o Algarve para este “Dia Aberto ao Conhecimento”?

Carolina Travassos, IAPMEI, Centro de Apoio Empresarial do Sul – Algarve: “O Dia Aberto ao Conhecimento” é uma iniciativa do IAPMEI, que pretende dar a conhecer às empresas as competências e valências dos Centros de Conhecimento, bem como os serviços prestados a este universo, com o objetivo, de promover o reforço da sua capacidade de inovação e a sua ligação aos mesmos. A iniciativa concretiza-se, através da realização de sessões de trabalho, onde se promove a interação entres as entidades presentes, a transferência de conhecimento e a partilha de experiências.

Face à tipologia de empresas do Algarve em que o comércio é o setor com maior relevância na região, representando 21% das empresas, considerou-se que se poderia replicar o modelo de “Dia Aberto ao Conhecimento” com as entidades que detêm competências neste setor de atividade, nomeadamente o CECOA, a ACRAL e a CCP, tendo em vista idênticos objetivos: transferir informação e conhecimento relevante para o desenvolvimento da atividade das PME do Setor do Comércio e promover o desenvolvimento das suas competências.

Foram escolhidas como temáticas chave para esta iniciativa, a digitalização e a internacionalização, por considerarmos serem temáticas que valorizam e potenciam o desenvolvimento e modernização do setor.”

Dando corpo a esta iniciativa, diferentes organizações abordaram temas de interesse para empresários, empreendedores e trabalhadores do setor do comércio da região, começando, desde logo, por um painel enquadrador subordinado ao tema “PORTUGAL “ESTÁ NA MODA?“ - POTENCIAL DO SETOR DO COMÉRCIO” que contou com duas intervenções:

  • Uma intervenção da consultora E&Y na qual Luís Florindo apresentou as conclusões do “EY Portugal Attractiveness Survey 2017” estudo que mostra, do ponto de vista dos investidores estrangeiros, o quanto e como “Portugal está na moda”. Efetivamente, o estudo revela que houve em 2016, cinquenta e nove projetos de investimento direto estrangeiro em Portugal, o número mais alto registado desde 1977. Revela, ainda, que, geograficamente as zonas mais atrativas para a instalação dos negócios são as de Lisboa (58%) e do Porto (28%), a região algarvia reunindo, apenas, as preferências de 2% destes investidores. Quanto aos setores considerados como aqueles em que o país mais deve apostar, aparecem nos primeiros lugares as tecnologias de informação e comunicação e o turismo. Apesar desta perspetiva otimista, o estudo recomenda, ainda assim, áreas de melhoria no que concerne à atratividade do país no panorama mundial.
  • Uma segunda intervenção a cargo de Isabel Francisco, do Gabinete de Estudos e Projetos da CCP onde sob o mote “Dinâmicas, números e tendências” foram apresentados alguns números que caracterizam o setor do comércio em Portugal e destacadas algumas dinâmicas em curso (estruturais e conjunturais) que afetam o setor, desde logo, o tão falado envelhecimento populacional mas também outros aspetos como o perfil de consumo privado, as dinâmicas de emprego/desemprego, a evolução dos formatos comerciais, as alterações nos padrões de consumo, e finalmente, o boom da economia digital e do online – um dos temas centrais deste “Dia” - com tudo o que isso representa para o setor e para os seus operadores em termos de quantidade e acessibilidade de informação, grau de exigência do consumidor e diversidade de canais de venda (e-commerce).

Houve, ainda tempo para enfatizar algumas das tendências futuras do setor em torno de eixos de evolução como a globalização, a internacionalização, a logística, a regulamentação europeia, a digitalização, o multicanal e a customização.

O segundo painel subordinado ao tema “COMÉRCIO NA ERA DIGITAL E INTERNACIONALIZAÇÃO” contou com 3 apresentações:

  • Sob a égide “Internacionalização”, Pedro Santos Pereira, formador/consultor do CECOA - tendo por base a sua própria experiência internacional em várias áreas de atividade – aconselhou, todos os que estejam interessados em expandir os seus negócios para fora das fronteiras nacionais, a considerar previamente alguns aspetos essenciais. “Há que saber quais as vantagens que terá em internacionalizar-se, perguntar se tem as capacidades necessárias e, caso a resposta seja negativa, encontrar forma de ultrapassar esse problema. Depois, há que definir para onde é que se vai internacionalizar o produto ou serviço, qual o mercado e o cliente alvo, pois “se se quiser vender para todo o mundo, acaba por não se conseguir nada”. Naturalmente que há, ainda, que saber qual a forma que vai usar para colocar os seus produtos nesses mercados, definindo se vai usar um agente, um parceiro externo, vender através da internet ou de outra forma. Com estas questões respondidas, há, de seguida, que olhar para dentro e tentar perceber de que estrutura interna vai precisar, que competências deve a equipa ter e, sobretudo, há que fazer um plano de negócios, pois um dos problemas de muitos empreendedores é “não fazerem as contas” antes de avançarem com os seus projetos”. (In “Jornal o Algarve”).
  • A cargo de Rita Siborro, Técnica Superior da CCP esteve a apresentação do Projeto ALL-ECOM, uma Aliança de Competências Setorial no âmbito do programa ERASMUS + focada no desenvolvimento de referenciais europeus em matéria de qualificações e competências em e-commerce e dirigida ao setor do comércio bem como a apresentação dos resultados do estudo levado a cabo no âmbito do referido projeto sobre “Necessidades de competências no domínio do comércio eletrónico”  do setor do comércio. A par com necessidades de competências-chave em literacia digital e de soft skills em áreas como a comunicação, as línguas estrangeiras, a gestão do stress e a resolução de problemas, o estudo aponta para necessidades de competências digitais e tecnológicas específicas nas quais importa investir, a saber:
    • Papel e função do comércio eletrónico
    • Trabalhar com novas aplicações tecnológicas
    • Formação sobre tendências de compra através da internet
    • Utilização de redes sociais para comunicar com os clientes
    • Utilização do comércio eletrónico e das redes sociais para aumentar as vendas

Foi, ainda, referido nesta apresentação que resultado deste estudo, o projeto desenvolveu 7 unidades de competência no domínio do comércio eletrónico em 2 áreas funcionais consideradas críticas para o setor (venda - incluindo prospeção, assistência, venda e pós-venda - e marketing) e 15 unidades de formação de curta duração que dão resposta às competências identificadas nas 7 unidades de competência, algumas em fase de teste nos países envolvidos na parceria: Portugal, Espanha e Áustria.

  • A terceira e última intervenção deste painel esteve a cargo de Sandra Santos, da ACRAL e visou apresentar à audiência o projeto “We Shop Algarve“ que visa reforçar a notoriedade internacional da marca “Algarve”, criando sinergias para uma promoção conjunta dos produtos endógenos da região, através da implementação de uma estratégia que estimule a procura e o alargamento dos mercados, nacional e internacional, ancorada em modelos de negócio da economia digital. O projeto consubstancia-se, numa plataforma online de negócios B2B e B2C de produtos tipicamente algarvios que inclui Portal Institucional e Marketplace, cujas funcionalidades foram demonstradas pela oradora, que, informou, ainda, a audiência de que o projeto se encontra agora em fase de angariação de empresas que queiram aderir ao sistema e que por esta via, ganham um novo canal de vendas para os seus produtos, contribuindo para o aumento das exportações das empresas dos 16 Concelhos da Região do Algarve.

Num terceiro momento centrado na “INOVAÇÃO E CAPACITAÇÃO”, Lília Franqueira, responsável de formação da ACRAL deu conta das valências desta Associação Comercial em matéria de formação, destacando as ofertas de formação interempresas do seu catálogo mas também a capacidade da Associação para implementar soluções de formação à medida das necessidades de uma empresa ou de um grupo de empresas.

Ainda neste 3º momento, Cristina Dimas, Coordenadora da Unidade Inovação e Negócios do CECOA falou à audiência sobre “Novas Competências para o Setor: Internacionalização e Digitalização”, destacando a ideia de que existem muitas formas de “capacitar para inovar ou de inovar para capacitar”, sendo a organização de “Dias” como este uma excelente forma de o fazer! De entre as ofertas de formação e de inovação que resultam dos seus 30 anos de existência e experiência, a oradora destacou duas iniciativas do CECOA que tocam diretamente o tema: a experiência pioneira do CECOA de formação em comércio internacional de nível pós secundário não superior e o projeto ALL-ECOM em que participa, apresentando, aos empresários e empregados do setor presentes nesta iniciativa, um dos resultados do projeto, a edição piloto do curso em regime b-learning “Prospeção Comercial e Planeamento de Vendas através de Meios Interativos ou Digitais” a realizar entre janeiro e fevereiro de 2018. A oradora destacou a oportunidade que representa para os empresários/empregados do setor do comércio do Algarve a participação neste curso, pois sendo a distância, permite ultrapassar a barreira geográfica muitas vezes apontada como uma das razões para um menor investimento do setor do comércio da Região na capacitação dos seus RH e incentivou o contacto com o CECOA em caso de interesse.

Houve, ainda, tempo para informar a audiência de potenciais fontes de captação de competências e de ofertas de formação nas áreas da digitalização e da internacionalização, muitas das quais a distância e gratuitas, como é o caso de cursos online abertos e massivos (MOOCs) disponibilizados principalmente por Universidades, enfatizando que muitas vezes, parte da solução para a melhoria de competências nestas áreas, pode estar mesmo à distância de um click!

A sessão de trabalho terminou com um último painel dedicado ao tema “INVESTIMENTOS NO SETOR” no qual Carolina Travassos do Centro de Apoio Empresarial do Sul – Algarve do IAPMEI deu a conhecer as soluções que estão em vigor e que podem dar resposta a alguns investimentos neste setor, uma vez que não existe à data nenhuma solução específica dirigida ao comércio. Foram apresentadas soluções generalistas de crédito bancário, incentivos no âmbito do Portugal 2020 e benefícios fiscais que também se adequam ao setor do comércio.

 

 





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