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Será que tem sido dada a devida atenção às pessoas?

 

“As organizações devem funcionar de forma a trazer
 à superfície o talento e a criatividade de todos” – Peter Drucker



Se houve altura em que se usou e abusou da palavra crise, muitas vezes na realidade sem verdadeiro sentido de aplicação, hoje não há dúvida que umas mais do que outras, empresas e pessoas vivenciam a crise económica, financeira e/ou psicossocial. Mas também não há dúvida que “baixar os braços”, agir passivamente e não ver as pessoas como a mais-valia que pode sustentar o negócio, não é certamente solução para enfrentar e ultrapassar a crise nas empresas.

Aliás a primeira premissa será acreditar que as pessoas são o potencial mais forte da empresa e, por detrás de qualquer tarefa ou decisão, está uma pessoa, mesmo não sendo visível no momento, todavia já esteve numa determinada altura.

Será que tem sido dada a devida atenção às pessoas? Sabemos que sim, em algumas empresas e por isso se diferenciam e provavelmente com mais facilidade conseguem enfrentar estes momentos problemáticos e dar a volta por cima… porque têm as pessoas envolvidas no negócio, de “braços para cima” com uma atitude atenta, colaborante e proactiva.

As empresas atualmente estão no mercado, que é global, com ferramentas tecnológicas e de gestão muito semelhantes, ou seja, competem com as mesmas ferramentas. Então como se poderá fazer a diferença?

O desafio dos empresários e gerentes, atualmente, está na criação de empresas de excelência com resultados sustentáveis. Quem lidera na empresa terá que combinar o espírito empreendedor individual com o trabalho em equipa. Tem que criar uma organização em que os trabalhadores fazem a diferença de forma voluntária porque querem e veem vantagens pessoais em fazê-lo. Em qualquer momento é essencial alinhar os objetivos da empresa com os objetivos pessoais, em momentos de crise, há que ter atenção redobrada neste aspeto de forma a que todos, com os seus diferentes papeis e responsabilidades, contribuam de forma positiva e eficiente para os resultados da empresa. Para tal o empresário e/ou os gerentes têm que assumir uma liderança “profissional” e empreendedora. As organizações têm que se libertar dos modelos de negócio “pesados” que subestimam os seus talentos e subutilizam as competências da sua equipa. A procura incessante do último ponto percentual da produtividade faz com que a empresa ignore o potencial inexplorado do seu capital humano e acabe por bloquear o espírito empreendedor das pessoas/equipas.

Segundo Luís Mendes (Prof.), o verdadeiro empreendedor é aquele que é capaz de identificar, agarrar e aproveitar as oportunidades, procurar e gerir recursos, para transformá-las em negócios de sucesso. Para difundir uma cultura mais empreendedora, deve-se atuar em 4 dimensões: autonomia, inovação, pró-atividade, e assumir riscos e aceitar o fracasso.

Tudo isto aprende-se, desenvolve-se, aperfeiçoa-se, mas para tal é necessário ter uma atitude aprendente que, por sua vez, se transmite à equipa. Mais do que nunca em situações de crise é necessário uma focalização nas pessoas, nos seus interesses, motivações, no seu desenvolvimento e qualificação, só assim se conseguirá empreender, fazer crescer os negócios e mantê-los de forma sustentável.

Pense nisto… e não se deixe sufocar pelos mapas comerciais e financeiros, invista nas pessoas e numa atitude empresarial empreendedora e verá como existem oportunidades no meio de “tanta” crise e que o sucesso começa a florescer.

Isabel Silva Luís





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