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Higiene da Pessoa Idosa em Lares e Centros de Dia

 

O cenário atual pressiona fortemente as organizações de cuidados geriátricos/ de apoio a idosos, a ajustarem as suas dinâmicas de funcionamento interno de modo a maximizarem os seus outputs de eficácia na relação com os seus utentes, familiares, comunidade e concorrentes. Neste âmbito, as competências profissionais são cada vez mais uma porta de entrada à confiança e segurança dos nossos utentes e familiares.

Assim, torna-se fundamental a valorização do capital humano, como uma forma de viabilizar projetos organizacionais ao nível do tratamento do utente, nas suas variadas dimensões: emocional, física e psíquica. A chamada “era do conhecimento”, não pode simplesmente basear-se numa só dimensão, mas sim na visualização do idoso como um todo no seu projeto de vida.

Em particular, e sobre o Módulo de Higiene da Pessoa Idosa em Lares e Centros de Dia, pretende-se abrir novas portas às instituições, bem como a quem cuida, nomeadamente ao nível das dinâmicas de trabalho, oferecendo uma visão do idoso como um todo, num sistema com várias determinantes que influenciam o seu bem-estar. A prática de cuidados de higiene de forma eficaz, implica um conhecimento profundo da realidade profissional das instituições, cada uma com caraterísticas e grupos-alvo muito próprios. Trazer a prática para a teoria torna-se uma prioridade deste módulo formativo. Pretende-se chegar a todas as colaboradoras, utilizando uma linguagem pragmática sobre todas as suas práticas, necessidades e dificuldades no cuidar, de acordo com o tipo de dependências dos “nossos” idosos.

Desde os primórdios da humanidade, o envelhecimento tem sido um processo que não tem deixado de surpreender. Ninguém é alheio ao envelhecimento da população e aos problemas que ele acarreta.

A higiene é um dos fatores mais importantes para o conforto de uma pessoa. Nesta perspetiva, a higiene dos idosos é de extrema importância, promovendo a auto estima, a prevenção de doenças de pele e a boa saúde, que se reflete na qualidade de vida dos nossos idosos.

Todos nós aprendemos a tomar banho sozinhos, mas quando ficamos incapacitados ou impedidos a tendência é que fiquemos mais desconfortáveis e deprimidos, muitas vezes com vergonha e sem vontade de promover os seus cuidados. Durante o envelhecimento e a doença, a capacidade de nos auto-cuidarmos diminui e a carência de cuidados de higiene aumenta, como tal, o cuidador deve não só contribuir para conservar a saúde e o bem-estar do idoso, mas também valorizar as capacidades existentes, estimulando e incentivando o cuidado a si próprios.

 

Helena Alves Castro

Licenciada em Serviço Social, é Diretora Técnica de uma IPSS com Lar, Centro de Dia, Serviço de Apoio Domiciliário, Creche, Pré Escolar e ATL há 27 anos e formadora do Cecoa há 3.

 





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